27 de set de 2013

How To Be Alone - Tanya Davis



"Society is afraid of alone though. Like lonely hearts are wasting away in basements. Like people must have problems if after a while nobody is dating them. But lonely is a freedom that breathes easy and weightless, and lonely is healing if you make it. You can stand swathed by groups and mobs or hands with your partner, look both further and farther in the endless quest for company.
But no one is in your head. And by the time you translate your thoughts an essence of them may be lost or perhaps it is just kept. Perhaps in the interest of loving oneself, perhaps all those “sappy slogans” from pre-school over to high school groaning, we’re tokens for holding the lonely at bay.
Cause if you’re happy in your head, then solitude is blessed, and alone is okay.
It’s okay if no one believes like you, all experience is unique, no one has the same synapses, can’t think like you, for this be relieved, keeps things interesting, life’s magic things in reach, and it doesn’t mean you aren’t connected, and the community is not present, just take the perspective you get from being one person in one head and feel the effects of it."

22 de set de 2013

Maternidade - Uma História Muito Interessante





A Bíblia relata um julgamento histórico em que um rei, na qualidade de julgador de seu povo, precisa decidir sobre a maternidade de uma criança de colo. Narrados os fatos pelas querelantes, as duas estavam dormindo com os seus filhos recém-nascidos junto a elas, quando uma delas sufocou o seu filho com o peso de seu próprio corpo, matando-o. Aproveitando-se do adormecimento da outra mãe, retira o filho desta, trocando as crianças. As duas alegam a maternidade da criança viva, sem trazerem nenhuma prova ao rei, além de suas versões do fato. 
O sábio Rei Salomão, recém empossado no trono, se deparou, talvez, com o julgamento mais difícil de seu reinado. Entretanto, prontamente lhe veio a solução. Pediu uma espada e, diante da inexistência de provas, resolveu sentenciar utilizando-se da equidade. Determinou partir a criança em duas partes, dando às querelantes uma parte cada.
Uma delas prontamente aceitou a sentença, esperando a sua execução, para receber a sua parte. A outra, porém, o seu ventre se moveu e disse que não precisava fazer mal à criança. Se isso fosse realmente necessário, a criança poderia ser entregue à outra para que permanecesse viva.
O rei, quando viu a atitude desta última, percebeu que ela era realmente a mãe da criança e determinou que a entregassem a ela. 
Qual foi o critério utilizado pelo rei para determinar a maternidade? Teria sido o critério biológico? Os laços consanguíneos são capazes de modificar a conduta de uma pessoa, de modo a zelar por uma pessoa indefesa e de se privar de muitas coisas em favor desta criança? Qual foi a garantia de que a mulher que quis preservar a criança da partilha sanguinária era a mãe biológica?
A resposta deve ser negativa. O que modifica a conduta humana não é um laço de sangue, mas a convivência, a dedicação desmedida e o amor, fazendo com que as pessoas se modifiquem para atender às necessidades daqueles que amam. 

NEVES. Rodrigo Santos. Filiação, afeto e o padrasto: como tutelá-los. In: Revista Síntese de Direito de Família, n° 69, dez-jan, 2012.

4 de set de 2013

O que fiz de minha vida? - Por Livia Leal




Quem nunca se pegou pensando nos sonhos que tinha quando criança, no desejo de virar bailarina, músico, astronauta, ou até mesmo professor, nos planos que criava para a família que iria ter, para a casa que iria construir, para o carro que iria dirigir, para a pessoa que iria ser? Quem nunca se deu conta de como o tempo passa rápido, de como os nossos sonhos vão ficando pelo caminho e outros novos vão surgindo, mas sem a simplicidade dos anteriores?

A vida adulta é mais difícil do que imaginávamos e muito mais exigente do que gostaríamos. Bem aventurados aqueles que conseguem manter-se fieis aos sonhos de criança e driblar as cicatrizes do tempo, serem plenamente realizados. Será que eles existem?

Eu mesma tento manter acesos meus sonhos de criança, mas hoje eles estão abafados, guardados e adiados por desejos que não são genuinamente meus, por prioridades impostas pelo tempo, que corre em uma outra sintonia que não é a minha, que é a de um outro alguém que foi sendo esculpido à medida em que a vida foi exigindo mais de mim.

O que fiz de minha vida? Nem eu mesmo sei. Estou vivendo uma órbita diferente, em um tempo que não reconheço como meu. Tento me encontrar, mas, na verdade, preciso me resgatar no ponto em que me despi de meus objetivos autênticos, de minha crença no mundo.

Meus sonhos de criança seguem adormecidos até que a mesma força do tempo possa reavivá-los. Enquanto isso, sigo buscando um refúgio só meu, um lugar “onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros, e nada mais...”.

Elis sabia das coisas.